Quarta-feira, Janeiro 25, 2012

Sérgio Godinho e as 40 ilustrações

atenção a este livro, que a Abysmo - com o apoio do Fundo Cultural da Sociedade Portuguesa de Autores e direcção de João Paulo Cotrim -  editou.

SG dispensa apresentações - a ele devemos a fixação de muitas histórias do sentir e viver português em poemas que são canções, e que acompanham muitos de nós, mesmo na surdina da memória.

o poeta - o «escritor de canções», pois a sua poesia é indissociável da música que lhe cola, sem sabermos ao certo quem é a estrutura e quem é a pele -  músico e intérprete, assume-se neste título um Ali-Babá «roubado» por 40 ladrões que se apropriam do universo de cada canção para a transfigurarem na respectiva área criativa: a ilustração.

o resultado, pela qualidade dos ilustradores - portugueses! -  pelo cuidado colocado no design da composição - desde a ludicidade proposta pela capa à fragmentação das ilustrações que nos conduz ao todo - pelo «luxo» da gramagem do papel (Munken 150g) e da capa em tela, e, claro, pelas conexões e re-interpretações que são propostos ao/à leitor/a através do binómio poema (de um só mesmo autor)/ilustração (de 40 diferentes visões), e, não é demais referir, pela contemporaneidade destas visões, faz deste livro um caso sério no universo da edição em Portugal.

preço muito acessível, tendo em conta o objecto - se ainda existem «objectos de culto», este sê-lo-á: 30,00€.

nota:
exposição das ilustrações patente na Casa da Cultura, Beja.

Segunda-feira, Janeiro 23, 2012

Quarta-feira, Janeiro 04, 2012

a escritora

…eu não faço a tua biografia: tento recriar-te, minha avó, inventando-te do grão de luz ao bago da Romã.
Maria Teresa Horta, As Luzes de Leonor

da co-autora de Novas Cartas Portuguesas - que este ano celebram os 40 anos de edição - chega-nos a atribuição do Prémio Literário D. Dinis, por esta obra que atravessou treze anos de escrita, entre investigação e paixão, como refere a autora.

Parabéns, Maria Teresa Horta!





foto:
da net

Terça-feira, Dezembro 20, 2011

do endoudecer


«A gente não endoudece de desespero. Há um tal poder de recuperação dentro de nós, que cada trovoada que vem encontra o corpo já esquecido do que passou. Ou então, se padecemos duma tristeza endémica, estamos vacinados contra as crises agudas da doença. A natureza organiza estas coisas bem (...)»

Miguel Torga, Diário, 1 Fevereiro 1949

foto:
AQUI FUI CLARISSE
prod arte pública, 2009

Quarta-feira, Dezembro 14, 2011