
na política à portuguesa elas são melhores mortas.
veja-se a triste figura que continuam a fazer, na actual fantasia lusa, alguns barões do PSD - incluindo um Ícaro bem chamuscado, entretanto ressuscitado - e um novo-príncipe riquinho a querer cantar de galo.
a Manuela não precisava de mais estas fezes na sua vida - e todos vimos que foi apenas o seu sentido de missão - para com o partido que, aos olhos de todos, acusava um desnorte de pardieiro - e o seu sentido de participação cívica enquanto cidadã empenhada, as pulsões que a motivam.
e, no entanto. vai ter de andar com cuidado:
um: para não pisar as bostas que algumas bestas vão deixando cair à sua volta
dois: para não ser pisada pelos pés dos cabritos escouceantes de tontice malévola.
as mulheres que se cuidem, nestes corredores de tradição misógena.
a Zita percebeu quando já tinha muita da sua saúde arruinada, por uma entrega sem fronteiras, ao partido a que consagrou a sua outra vida.
mas, claro, nas oficiosas comemorações, a bandeira a estátua a evocação os píncaros da memória estarão sempre com a defunta - uma Catarina Eufêmia que, tanto quanto se saiba, nunca terá feito outro feito que a desventurada
manif, nunca falou muito - e agora muito menos.
assim é que estes gajos, à direita e à dita esquerda, as querem: inanes.
e, quanto mais arrefecidas, melhor.
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