Terça-feira, Junho 30, 2009

na morte de Pina Bausch

absolutamente Pina Bausch.

Sexta-feira, Junho 26, 2009

ainda... aqui fui Clarisse.


Paulo Duarte interpreta Adaíl, Aquele que mostra o Caminho a Clarisse, a jovem mulher que se depara com o momento da sua morte, no corpo e na voz de Isabel Moreira, responsável ainda pela direcção musical.

O Jorge Teixeira deixou Roterdão mais cedo para poder partilhar conosco o sublime som do seu violoncelo; o Angelo Martino veio de Roma para interpretar, ao piano, também, Satie.

O Paulo Carrilho e o Nuno Nogueira emprestam as suas vozes e corpos a um dueto coral em sintonia.

Rafael Del Rio marca a imagem deste espectáculo, através da criação vídeo e desenho de luz.

O José Manhita é autor da poderosa banda sonora.

A Companhia de Teatro de Sintra, co-produtora deste espectáculo, desvela-se em cuidados; André Rabaça é incansável na resolução de problemas de cena.

A todos, o meu obrigada pela dedicação que permitiram a estreia desta abordagem ao momento da Morte na perspectiva do Passamento, traduzida na performance aqui fui Clarisse.

foto: Nuno Pinto

Quinta-feira, Junho 25, 2009

é hoje

estreia

aqui fui Clarisse

CASA DE TEATRO DE SINTRA
hoje, às 21.30h

Festival de Sintra

co-produção
arte pública / Companhia Teatro Sintra


foto: Nuno Pinto

Quarta-feira, Junho 24, 2009

breve, breve


Sexta-feira, Junho 19, 2009

... mas as crianças, Senhor...

"It has been brought to the attention of Guinness World Records that 11-year-old Michelito Lagravere’s recent killing of six calves in a bullfight in Merida, Mexico will be submitted to Guinness World Records for recognition as a potential world record.


Guinness World Records was not aware that this event was taking place, and will not recognise the result. We do not accept records based on the killing or harming of animals."


por terras lusas, esta criança-toureiro-assassina - Michelito Lagravére - foi recentemente impedida de actuar, após denúncia da ANIMAL.

foto:
Ernesto Benavides

Quarta-feira, Junho 17, 2009

dezoito e quarenta e sete

momento histórico, às 18.47h, em directo, saído do debate parlamentar, perante a insistência do jornalista que suplicava, ali, para a comoção em directo do espectador, que Sócrates reconhecesse um único erro desta legislatura:

- sim, um erro, foi não ter investido mais em Cultura.

as hostes ficaram de rastos.

queriam um mea culpa mais acometida de encolhido arrependimento, a humildade do pecador exposta à moral do senso-comum.

... mas... Cultura?... a quem é que isso interessa? - terá pensado o jornalista, pelo embasbacamento consequente.

a vida, naturalmente,




morre.

e apesar deste ciclo, as cigarras insistem em atordoar a quietude das searas.

portanto, em gestação desta
  • Clarisse.
  • Terça-feira, Junho 09, 2009

    por terras de algarves

    em véspera de 10 de Junho.

    ontem, por


  • Olhão
  • hoje, em

  • Loulé
  • Domingo, Junho 07, 2009

    ai, elas...



    elas são uma chatice para grande parte dos gajos.

    só este mês, na terrinha dos brandos costumes, uma mulher fez-se estrangular e outra fez com que lhe dessem com uma maceta. pelos maridinhos.

    mas elas são umas chatas. sobretudo quando não as conseguem matar.

    uma tal de Denise Affonço acaba de lançar em Lisboa a obra sobre a tragédia da sua vida: No Inferno dos Khmer Vermelhos (ed Pedra da Lua). "nunca confiem no que um comunista vos disser", alerta a Denise.

    eu confio na Denise, sabem.

    e na Zita (Foi Assim, ed Aletheia).

    e na Anna (A Rússia de Putin, ed Pedra da Lua).

    e na Stephanie (A História de Olga, ed Asa).

    e na Evgenia (A Vertigem na Política das Depurações, Moraes Ed)

    o descrédito e os horrores das práticas dos "bons comunistas", relatados por quem os sofreu - na pele e no espírito.

    pois é. as gajas não se calam. um misto de resistência e de determinismo.

    por isso é que já a Eileen citava: Matem as Mulheres Primeiro (ed Fenda).

    foto de Denise Affonço:
    da net

    Sábado, Junho 06, 2009

    Ana, de novo.


    As senhoras do coro tão angelicais
    nem parecem portuguesas
    nem de parte nenhuma
    parece que têm uma alegria e uma força interior
    que não sei se na verdade é real
    ou se faz parte dos ensaios e da mise en scène
    mas a verdade é que
    ninguém as obriga a fazer parte do coro
    o que será então que as une
    será realmente qualquer alegria jubilosa
    quem sabe se alguma delas me poderia ensinar alguma coisa da vida


    (...)


    Ana Goês, Poemas 1989

    Sexta-feira, Junho 05, 2009

    on the road

    hoje, por
    aqui

    Quarta-feira, Junho 03, 2009

    nem nós, Joaquim

    Espreitei a rua, mas só vi silêncio e sombras. Tudo parado. Tudo morto como as casas.

    Levantei os pratos, os garfos, as facas, os guardanapos, os copos, a toalha de linho.

    (...)

    A comida, dei-a aos cães porque o meu pai já morreu, a minha mãe já morreu, o meu irmão já morreu, e eu não sei se ainda estou viva.


    Breviário das Almas,

    de Joaquim Figueira Mestre