é certo que no teatro é sabido que aquilo que se passa nos bastidores - atrás de panejamentos, por exemplo, não tem, nem pode transpirar para cena.
quantas vezes aconteceu: um actor com pânico - ou subitamente doente - um acidente (inesperado, claro), um esquecimento, um engano.
mas, ao entrar em cena, a comunicação que é estabelecida com o público tem de se mostrar imune a esses acontecimentos, e a confiança que é ganha pelo/a performer que tudo aposta naquele momento único, é essencial, na percepção que o público tem daquilo que se propõe.
o que se passou nos bastidores, lá fica.
ora, esta notícia , que sai agora dos bastidores dos meandros da saúde, vem fazer desabar a confiança que tanto público, generosamente confiante, tinha para com o Instituto Português do Sangue.
a confirmar-se a sua veracidade, que campanhas poderão sensibilizar os possíveis actores deste, mais do que drama, tragédia?
saímos daqui todos perdedores, de cabeça baixa, como se tivéssemos apostado o pouco que temos numa produção, e, no final, ela nos merecesse uma valente pateada.
0 comentários:
Enviar um comentário