Domingo, Agosto 28, 2011

Beja far west

é imperativo que nos perguntemos o que há de comum entre

- o incêndio que deflagrou ontem à tarde, na «mata» de Beja;

- e a ocorrência, esta manhã, de um cavalo a atravessar-se numa das vias rodoviárias de acesso a Beja.

o incêndio poderia ser evitado -  mas o abandono a que têm sido votados estes espaços, que já foram verdes, e que hoje não passam de um caos de folhagem seca, cardos, lixo e piso armadilhado (dentro do perímetro da urbe!) - como já foi dado conta aqui, na «cigarra» - é o  facilitador para que este tipo de situação - e outras, «contra a lei e contra a grei»* - ocorram.

o caso do pobre cavalo, assustado, meio à solta porque, de modo infame, como é uso nestes casos, com as patas dianteiras atadas uma à outra, e, portanto, com mobilidade reduzida, e que, ainda assim, se aventurou a sair da terra seca para pisar o alcatrão da estrada por entre os muitos automóveis que aí circulavam, remete-nos para a completa ausência de intervenção das autoridades competentes sobre o assunto que concerne a todos - e que se prende com a permanente presença de equídeos no perímetro da cidade, votados, durante semanas, a condições de vida cruéis e insalubres, quer desabe uma tempestade quer se sucedam os dias de torreira ao sol,  à vista de todos, perante a impunidade de que estão certos os seus carrascos.

com este laxismo - municipal e policial - o próximo leit-motiv da cidade bem poderá ser «Beja convida».

adivinhem a quê.

* quem esta manhã passasse pela «mata das merendas» poderia aliás assistir ao à-vontade com que determinados munícipes retiram os obstáculos à passagem dos carros de modo a terem o pópó mesmo ao lado da mesa que escolheram, e debaixo da sombra da árvore, pois então - apesar da sinaléctica clara sobre a proibição desta manobra!

foto:
estado do «circuito de manutenção» na «mata» de Beja.

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